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terça-feira, 20 de novembro de 2018

First Man (2018)


Drama biográfico sobre uma das pessoas mais conhecidas do século XX, Neil Armstrong o primeiro homem a pisar a lua.

Neste filme temos novamente Ryan Gosling e Damien Chazelle em nova parceria ator/realizador depois de La La Land. E foi principalmente por esta dupla que resolvi ver este filme sobre um dos acontecimentos mais marcantes da humanidade.

Começando pelo fim, não é que me tenha agradado completamente pois no obra acompanhamos a vida familiar, o emprego (Nasa) e o homem que foi Neil Armstrong mas de uma forma superficial havendo tempo para tudo mas tudo muito pouco explorado.

Tecnicamente o filme também me deixou confuso, os efeitos sonoros estão espetaculares e aquele saltitar dos parafusos ajuda a manter às cenas das missões em alta. No entanto algo na cinematografia não ajuda com planos confusos e vistos de muito perto que deixam este filme a anos luz do que vimos no magnifico Gravity de 2013. Embora claro este First Man nunca pretende ser um filme vistoso visualmente.

No entanto o resultado final não desilude e a experiência de mostrar como foi deixou-me com aquela pergunta de que como é que foram a lua num enlatado barulhento daqueles!!


domingo, 8 de outubro de 2017

Blade Runner 2049 (2017)

Acabei de ver: Blade Runner 2049 (2017)

Blade Runner 2049 é uma "genuína" sequela do original de 1982, e partilha com esse filme de culto uma cinematografia e uma qualidade visual e sonora irrepreensível! Já relativamente ao enredo que segue o original, este novo desvenda-se mais rapidamente não havendo tantas perguntas a ficarem sem resposta como no anterior de 1982. Como aquela pergunta de anos e anos... É Deckard um replicante ? Para essa pergunta existem dois momentos neste que confirmam essa mesma teoria, tal como desde a primeira cena que percebemos logo que o novo Blade Runner interpretado por Gosling também é ele um replicante.

Não achei este novo Blade Runner superior ao original por agora... e mesmo a obra anterior de Villeneuve deu-me uma maior satisfação que este numa primeira visualização. Não deixa de ser um excelente filme, estupendo mesmo com uma historia incrível mas que não consegue ser a novidade visual do seu antecessor. O Hans Zimmer que dispensa apresentações também não supera o Vangelis da obra original, coisa que sabemos seria muito difícil de acontecer. OK tudo é bom mas o outro é ainda melhor... ;)


Já do elenco e das personagens são todas excelentes e gostando de todos, em particular destacava a personagem interpretada pela Ana de Armas e para o que ela representa não só no próprio filme como na filosofia que começou em 1982. Algo que fica deste Blade Runner e dessa personagem, é a Joi que vai lembrar durante muito tempo este Blade Runner 2049.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Drive (2011)

Acabei de ver : Drive (2011)

A etiqueta "acabei de ver" dos filmes têm andado desaparecida aqui do blogue... no entanto mesmo faltando algum tempo para comentar têm existido sempre tempo para os ver... alguns muito bons, como este Drive de Nicolas Winding Refn!

E em Drive temos Ryan Gosling, um artista na condução de automóveis que tem dois trabalhos distintos: De dia é duplo de cinema em Hollywood, e à noite consegue transforma-se totalmente em motorista de gangs!!!

O motorista é um solitário por natureza. O anti-herói, aquele tipo de personagem que não diz mais do que duzentas palavras ao longo do filme todo!! E nesta historia que temos então o motorista a deixar-se envolver com uma bela vizinha chamada de Irene (Carey Mulligan). Irene é um desgostosa mãe que espera pelo seu marido que se encontra preso. Quando o marido desta sai da prisão, este acaba por arrastar tudo e todos para um perigoso bando de criminosos!

Comentar este filme, arrisco-me só falar em coisas boas como a espectacular cena de abertura. Uma perseguição automóvel de grande tensão que molda depois todo o filme no fatalismo cruel com que a personagem principal se dispõe a ajudar às suas novas amizades.  Depois de ver Drive, torna-se impossível ver outros actores que não Gosling e Mulligan  nas personagens principais...

Gosling é admiravelmente brilhante na personagem que vive, ele a personagem controla todas as situações do filme com muita habilidade, tal como se continua-se ao volante do seu carro. Já Mulligan têm aquele ar de menina inocente único capaz de fazer corar o mais solitário dos motoristas. Irene é uma mulher muito vulnerável, e que procura desesperadamente pelo seu herói!


Ainda antes de chegar à edição e realização do filme falo do criminoso pouco misericordioso, um Albert Brooks genial e que domina todas as cenas em que participa. Uma presença forte, uma interpretação fortíssima que eu gostava de aplaudir nos Óscar!

Há ainda uma banda sonora daquelas para ouvir vezes sem conta, com imensos temas a respirar os anos 80. Finalmente a direcção lenta e estética de serie B por Nicolas Winding Refn que afasta o filme do publico mais comercial, mas que marca Refn com mais uma obra desmesuradamente violenta. Algo que é habito e não novidade na sua carreira! Um dos grandes filmes do ano, uma paixão que recomendo a viverem na sala de cinema.
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